Dizer Adeus

Amanhã é dia de dizer adeus. E vai custar muito.
A B. foi aquela amiga instantânea. Não fiz muitos amigos desde que mudei para a minha nova cidade, há pouco mais de um ano. A verdade é que não sei bem quantos seriam muitos amigos. Fiz alguns e bons. A B. foi uma delas. Foi de repente. Não sei bem como começou, nem porquê. Sei que foi durante um intervalo de almoço num estágio que ambas fazíamos na mesma empresa. Encaixámos. Quando estás longe da família e amigos, ficas mais sensível a este tipo de sentimentos e sensações. Acho que ficas mais carente, pelo menos em alguns momentos do dia-a-dia. Ao mesmo tempo ficas também mais desconfiada. Nem todas as pessoas são bonitas. Nem todas as pessoas têm o coração limpo. E quer queiras quer não, isso afecta-te. Com a B., uma conversa descontraída foi o suficiente para perceber que ela era uma pessoa bonita. Temos partilhado as nossas histórias, as bonitas e as nem tanto. Somos confidentes. Apoiamo-nos como podemos e o melhor que sabemos. E é, sempre foi, desde a primeira conversa, uma coisa muito natural e espontânea. Por isso é tão bonito. Por isso é tão importante para mim.
Amanhã a B. vai regressar a casa. E a casa dela é muito longe da minha. Dificilmente voltarei a vê-la. E isso parte-me o coração.

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